Laço

Laço trançado pelo senho Mila no Lajeado Aguasturvas divisa do municipio de Tupanciretã com Santiago 

Laço do senhor Candido Nascimento e Silva, transado no ano de 1936.

No século XVIII, a região sul do Brasil começou a se desenvolver como uma área de criação de gado. Os criadores de gado tornaram-se hábeis no manejo dos animais em suas vastas estâncias.

O laço, nesse contexto, foi fundamental para o trabalho dos gaúchos. Eles utilizavam essa técnica para capturar animais, como bois e cavalos, para marcação, tratamento veterinário, doma e transporte. O laço permitia que os gaúchos controlassem os animais de forma eficiente e segura, mesmo em terrenos acidentados ou em situações desafiadoras.

Ao longo do tempo, o manejo do laço evoluiu como uma forma de arte e habilidade. Os gaúchos aprimoraram suas técnicas, desenvolvendo uma destreza única no uso do laço. Essa habilidade tornou-se parte integrante da identidade cultural dos gaúchos e passou a ser valorizada e celebrada em festivais, rodeios e provas campeiras.

Os eventos tradicionais, como a Semana Farroupilha, são momentos em que os gaúchos honram suas tradições, exibem suas habilidades com o laço e compartilham sua cultura com as gerações futuras. As provas de laço, como a laço de bezerro, laço em dupla e laço em três tempos, são realizadas nessas ocasiões, demonstrando a maestria dos peões gaúchos.

Uma doação de Gonçalo Nascimento